domingo, 11 de março de 2012

desprovido, aflição, experiência, terror

Ainda tento absorver em camada consciente o lugar exato onde o terror me bateu.
O terror em relação à memória e ao relato de uma experiência.
Como ainda não li "O Que Restou de Auschivtz", de Giorgio Agamben, muitas dúvidas pairam.
É lá no livro que ele diz que quem pode relatar a experiência do Holocausto são só àqueles que a vivenciaram.
Assim que ler o livro, farei uma reflexão mais detalhada sobre...os relatos, as memórias, a experiência.
A aflição torna-se latente a partir do fato de todos terem morrido e os que não morreram, calaram sua fala, andantes desprendidos de qualquer algo que os faça viver, foram apagados, desprovidos de tudo...e ganharam um "novo" corpo.
Aflição, uma das palavras mais relevantes que surge na discussão do CED (Centro de Estudos da Dança), pelo menos para mim que até agora me vejo nela afogada. Ela lampeja. Está cada vez mais afiada.
Palavras: desprovido, aflição, experiência e terror.
Uma reflexão a ser feita.
Que corpo é este?
Que histórias são essas?
Em que tempo?
Qual o ritmo?
O que é verdade?
O que é invenção?
Relativo? A que, quem , onde, por quê?
ETE - CE - TERA.

quinta-feira, 8 de março de 2012

femme

dia interna (cional) da mulher.

in terna cio na (l) da mulher.

in ter (na) cio na (l) da mulher.

inter nacional da mulher.

interna d´mulher.

Contorsões diárias de um corpo-dor em dilatação.
Imagens interiores lupadas.
Órgãos.

Não existe diminutivo de corpo.
Não existe diminutivo de dor.
Não existe diminutivo de órgão.

Não existe diminutivo de fêmea.

Não existe?