sábado, 23 de novembro de 2013

Instante
Deixai-me limpo
O ar dos quartos
E liso
O branco das paredes
Deixai-me com as coisas
Fundadas no silêncio

Sophia de Mello Breyner Andresen

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

corpo que some

se entregar agora o que pensamento está a palpitar entrego toda a história que estragou os rochedos que tento manter intactos como não tivessem sido levantados ou transformados pelo tempo. E isso não diz respeito a você a algo que está por vir talvez cresça o medo de prover tal tristeza escondida daquilo que nem nasceu. é mais fácil desfazer em onde não me procuro mais já não existe por instantes.ao acordar fico adormecida pelo infinito daquilo que nem existiu presa submersa às avessas de qualquer rio sem água a inundar os tecidos dilatados.di ana nem olha eu nem percebo nem olho de volta nem vento nem néctar.de lá vejo sinceridade distorcida de um passado que sei não quanto tempo vive. desapareceu o hg dos meus sentidos...